quarta-feira, 25 de março de 2009

FrOntEirAs dA ViDa


As fronteiras são simultâneas, vão e vem sem que gritemos por sua necessidade, elas apenas acontecem e se colocam como uma linha imaginável entre o certo e o errado. Somos educados apenas para respeitá-las, como reais limitações. A fronteira de uma vida tem fases, nomes, sentimentos e emoções. Quando pequenos nossa fronteira chama-se tempo. Ela nos impede de termos a noção de nossas escolhas, nos colocam um freio e vivenciamos um mundo infantil, totalmente alheio, tão imensamente inocente. Depois a fronteira se estende e entramos numa espécie de confusões e anseios infinitos e de difícil moderação. Somos enfim, adolescentes.
Apáticos, alegres e dificilmente compreendidos. A fronteira é única, a de um mundo de ilusões sem fim. Tudo acontece, tudo se perde da maneira como se chega.
A fronteira da maturidade é a felicidade...
Certo? Errado? Não mais. A questão agora é tudo ou nada. Ou tenho tudo ou não tenho nada. Quero meus sonhos aqui agora, ou não os quero mais. Abandono-os na fronteira do vazio e parto para a próxima página, sem linhas, sem censuras.

A fronteira do meu corpo é meu coração, da alma, o perdão.
Preciso perdoar para seguir em frente, dar um passo para o horizonte onde não vejo daqui suas fronteiras (elas são ocultas, inimagináveis).

É limpando-se o que está sujo e bagunçado que começo a reverter minha própria fronteira da decepção!
Vamos! Comecei por aquilo que estava mais fácil.
Isso serve, isto não... Esse eu amo, aquele não. Há sempre alguma coisa que ainda consigo polir e dar certo brilho, então este ficará... talvez enfeitará algum espaço no infinito das emoções. Agora isso aqui (...) não me serve, não o amo, não o quero e não me faz cantarolar sem fronteiras...

Amar exige demais, ficarei exposta e sem as malditas fronteiras... Então pra que ficar com algo que ainda não sei dominar? Porque manter algo que não tenho poderes para controlar?
Prefiro o pouco da paixão, a qual tem lá suas limitações, é cheia de crises e me contento com suas barreiras, afinal a entrega é minha, a fronteira eu sei bem onde fica, posso respeitá-la sem maiores problemas.

Fico com a fronteira da saudade e me liberto das que surgiram em meu passado. A fronteira do amanhã é mais saborosa, pois ela não é densa, não possui formas e nem sabores... é apenas imaginável.
Terá minha fronteira do amanhã, a minha felicidade?
Sim, basta olhar para meu coração... ele saberá!


Bitokas
By Jana

Uma sugestão: leia ouvindo It’s my life – Bon Jovi.


4 comentários:

Thaysa Santana disse...

Jana amiga , copiei sua redação linda e a professora descobriu que era cópia , fui humilhada em publica .Parabens pelo 80 na redação , li ouvindo Bon Jovi e chorei, vou me depilar !BJXXXXXXXXXXXXXXXXXXX

Sofia Sino disse...

Parabéns.. .
Você escreve maravilhosamente..

Passei este texto para meus alunos do 3 ano..
Ok?

um beijo, Sofia

mah disse...

Oi..

Goste do texto,vc copiou ou escreveu mesmo?

ééé

Me diz como conseguiu?
kk
bjo Márcinha

ღ♥* JanNeღ♥* disse...

Para Sofia e Mah...

Sofia: Agradeço imensamente pelo elogio que vc me fez por um texto tão antigo e fico feliz que tenha levado aos seus alunos... Vc poderia me escrever um email, me explicando melhor como foi... ia adorar... Seja sempre bem vinda no meu cantinho... mega beijo

Mah: kkk ri dos seu comentário... mas acredite, OS TEXTOS AKI POSTADOS TODOS são de minha autoria sim... filhos de algum momento meu, de meu tempo e minha inspiração... Amo escrever e tudo que fazemos com amor, saí frutos bons...

mega beijo...