sábado, 7 de agosto de 2010

** ... EstRanHos HerÓis **


Gente, o dia dos pais é amanhã e a cidade mais parece comemorar antecipadamente – coisa de Campineiro maluco eu diria.
Tive a impressão que hoje o universo masculino está aflorado com força total... para todos os lados que olhei era um cartaz, pais atarefados e seus pequeninos a tira a colo, até ri.
Mas essa data sempre me faz observar muitas coisas que não vejo facilmente por aí.

Pai... um ser tão especial, mas de um amor tão racional. Às vezes me pergunto se existe por aí algum pai com amor maternal, aquele amor de mãe sem medidas e que só elas (ou nós) conseguimos expor para fora...
Falo isso porque pais geralmente são seres que não conseguem ultrapassar certas barreiras do amor, é sempre aquele sentimento oprimido, regado a medidas masculinas não compreensivas, como se demonstrar de uma maneira mais completa fosse algo censurado ou até mesmo proibido por esses corações durões...

Como um relâmpago eles demonstram carinho... são capazes de intercalar esses flashes de amor rapidamente, um tanto sem jeito, um tanto incomodados. Recebemos inesperadamente seus abraços gélidos, mas de uma carga emocional fortíssima (talvez pelo susto ou por esses momentos serem tão raros).

Pais gostam de falar com o olhar (severo, mais que no fundo há toda serenidade). Nos tocam com suas mãos ásperas, mas tentam colocar amor, embora saibam que o toque será sempre pesado. Eles são os últimos a dar opiniões e os primeiros que tememos solicitar uma autorização banal, como se a palavra deles (a final) fosse mesmo as mais decisivas (e acredito que sejam mesmo, pelo menos quando eu era criança, minha mãe costumava a passar a palavra final ao macho Alfa da casa, meu pai).

Pais na minha visão são heróis. Aquela coisa de filme, onde ele é sempre adorado pelos seus feitos e odiado quando fracassa, afinal até hoje não vi meu herói favorito (nas telinhas me decepcionar... são tão sempre perfeitos). Mas meu herói na vida real não!
Esse já me fez rir por horas. Me fez desejar que o tempo parasse só para ter um pouco mais daquela atenção direcionada a minha pessoa... eu chorava muito quando ele de tão cansado, esquecia-se de mim... ou se escondia para que eu não o acompanhasse em suas súbitas saídas pelos fundos.
Confesso que meu herói em certos momentos tinha a semelhança de diversos monstros. Mas acabei compreendendo anos mais tarde sua maneira ‘racional’ de me amar.

Cada pai tem sua maneira de amar e sempre me pego admirando isso nesses seres especiais. Tem dias que lamento por minhas filhas terem apenas a figura dessa mãe e pai que sou. Muito mais mãe e severa as vezes como um pai. Mas sei que essa deficiência paternal, por mais que eu tente, nunca vou conseguir preencher essa parte nelas.

Tive meu pai presente... depois ele ficou ausente... depois presente de novo... e muitas outras distante...
Assim como o herói, a princesinha do papai também ficou lá atrás.
Nesse instante, meu pai está tão perto... mas sinto-o tão longe.
Por isso que vivo dizendo, que certas magoas chegam de mala e cuia em nossas vidas e sem licença, tomam posse de um espaço em nossas vidas sem que desejamos. Elas servem apenas para distanciar as pessoas, para cutucar e ferir alguma lembrança boa desgastada.

Então, penso se eu fosse um pai eu seria diferente.
Não deixaria de amar meus filhos por alguma razão masculina qualquer (afinal eu não seria menos homem se fosse mais amoroso, mais delicado, mais suave e brando com eles). Mesmo cansado e chegando tarde da noite, não passaria horas assistindo o futebol, enquanto poderia perder cinco minutos e dar um beijo de boa noite a meus pequenos. Eu os abraçaria quando sentisse na alma e não segurava o turbilhão de sentimentos quando aflorassem. Deixaria essa maluquisse de hierarquia da família (sendo eu o topo) só para ser mais próximo... e por fim, seria o herói das historinhas reais.

Mas eu sou mãe. Penso e falo como tal. Meu coração é feminino, assim como toda a minha essência. Orgulho-me quando dizem que mulheres são seres emocionais, pois agimos por impulso a nossos sentimentos. Só porque choramos com nossos filhos, sorrimos com cada vitória e sempre, sempre olhamos para eles como um pedaço o qual morreríamos se tivéssemos que acordar sem.

Afinal amor de mãe é tudo!
E de pai complementa, uma ligação entre ambos e que não vivemos sem.


Feliz Dia dos Pais (antecipado é claro, afinal sou campineira nata kkk).

By Jana

2 comentários:

End Fernandes disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
End Fernandes disse...

num entendi muito bem o lance de campineira meu anju, maaasss no que os pais forem como vc falou, os filhos nao serao criados por um pai e uma mae; e sim por uma mae alfa e uma mae beta. Pai eh isso mesmo, é diferente de mae =D e nao precisa querer amar como mae, pai tem q ama como pai.

bjuuus
t+