domingo, 30 de novembro de 2008

DoMinGuEirA, NotE-se!




Domingo, dia lindo lá fora e graças a Deus estou aqui, garantindo o leitinho das crianças hehehehehehehe.
Olho para o lado e nada... Micros desligados, salas vazias e escuras. A arvore de natal até parece coisa insignificante no cantinho do lugar. O único barulho eu estou fazendo... digitando esse post.
Eu me sinto em plena madrugada, tudo quieto, sem barulho. Sei que é dia (pois além de acordar às 04:30h), vejo pela janela o sol reinando lá fora...
Engraçado...

Essa semana irei trabalhar direto, sem folga. Odeio fazer isso, mas pelo menos no próximo final de semana ficarei em casa, inclusive no feriado do dia 08/12. A única coisa que não gosto de planejar, é o tempo.
Ele é um Sr. sem freios, é independente e querendo ou não, passa como um trator em nossas vidas. Ele te trás lembranças e também chega com novidades. Ao mesmo tempo em que trás o nascimento, nos apresenta a morte. É sim, um verdadeiro “leva e trás” hahahahaha E nós, eternos escravos.

O tempo me gerou, me fez nascer, crescer. E hoje andamos lado-a-lado! Me trouxe momentos bons, outros ruins. Me apresentou pessoas maravilhosas que até agora (nesse mesmo tempo) permanecem em minha vida e outras, trouxe apenas para eu sentir saudades... pois já ficaram para trás com o que chamamos de “passado” – eis um dos filhos do “tempo”, pois como todos sabem são três: passado, presente e futuro.

Habituei-me ao “presente”. Gosto desse pedacinho do tempo. Vivo mais. O passado nem minhas lágrimas atuais me devolverão. E o futuro, esse me assusta.

O futuro é imaginar-te “velha” ou “velho”, andar cansado, olhos perdidos ao longe, cabelos grisalhos. Caramba! Tenho medo disso.
Embora a experiência da alma venha com o envelhecimento, eu queria morrer ignorante, mas jovem.
Os mais velhos sofrem demais. São abandonados pelo tempo e pelos filhos do tempo... isso quando não estão doentes de saudade. Agonizam e são obrigados a ceder para a mais simples necessidade. Não há mais juventude, força, garra... são entregues. O espírito sim continua intacto (mas do que adianta? Se não podem usufruir com a mesma intensidade do pensamento ou da vontade?). Isso é horrível.
Claro, não desejo trair o tempo e deixar meu corpo ainda tão cheio de vida (apenas tenho medo do futuro, da velhice).
Mas quem tem filhos (e como eu, ainda pequenos), o melhor é não se rebelar contra o tempo. A única opção digna é deixá-lo passar, respeitando suas vontades, estou certa quanto a isso.

Vou mesmo, ao sair daqui, aproveitar o meu ‘tempo-agora’. Vou respirar fundo até que ele (o tempo) encha meus pulmões de vida e eu expire todo agradecimento da minha alma em poder viver. Sou assim. Por enquanto, as cores vibram em meus olhos, posso tocá-las, senti-las. Posso amar, odiar. Posso querer, conseguir. Posso lutar ou desistir. “Ainda sou eu quem faz as escolhas”.

Buenos dias!!!


Um comentário:

Pleiba disse...

Bom dia!
Bom dia mundo, bom dia vida, bom dia Janynha!
que poster mais lindo ...
não acredito q escrevel esses palavras tão singela, tão meiga...
para falar a verdade, eu acredito pois veio do coração neh!?
Um beijo
Seu blog é msm o seu mundo!
parabens adorei seu blog \o/