quarta-feira, 7 de abril de 2010

** InConStanTe **


Quero escrever e muito. Há muita coisa para se expor e aliviar todo peso que estou sentindo na alma.
As cortinas se fecharam de vez. Todas as luzes foram apagadas e o espetáculo teve seu fim.
Lutei para não me levantar e ir embora.
Mas existem momentos que devemos seguir...

E juro! Não quero olhar mais para trás.
Foi difícil compreender, foi difícil aceitar, mas não há mais razões para ficar.
E mesmo que a história tenha sido boa, faço questão de ignorar sua existência daqui por diante.
Não quero nem mesmo um centímetro que seja de vaga lembrança em mim.

Estou sentindo ódio. Raiva.
E esses sentimentos são capazes de passar por cima de qualquer coisa que tenha me restado.
Desejo profundamente esquecer.
Limpar meu coração dessa sujeira chamada ‘ilusão’.

Fecho todas as portas da minha vida,
Jogo fora sem pesares o que me agarrei por instantes.
Não. Não fui feliz.
Fui capaz apenas de acreditar no incerto.
E meus dias se resumiram a isso que estou sentindo agora.
Tristeza... tristeza e vazio.

“Melhor seguir sozinha”
Se as metades nunca deixarão de ser meras metades, prefiro o ‘Nada’.
Não preciso de mais ninguém. Nem de um sorriso e nem de lembranças.
Mentalmente acendo uma fogueira e deixo queimar minha própria tolice.
Queimo essa dor e com ela tudo que ainda sugava minhas forças...

Um sentimento verdadeiro sempre se vê impregnado a alma, como um prisioneiro o qual mesmo estando-se livre, se nega a sair.
Mas precisa de muito para se manter vivo, jamais sobrevive à escuridão.
E o que pretendo é deixar o meu no mais absoluto escuro. Sem que haja chances para estar vivo.
Que morra sozinho dentro de mim, mas morra.

É tudo que desejo.
Só assim para amanhecer novamente... e ver e aprender com as inconstantes ondas do mar.

(...)
by Jana



http://www.youtube.com/watch?v=929_cTcgBaE

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