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** Eis a CarTa **

(...)

Onde está você agora?
Até onde sei, sai por ai em busca de um amor que te complete e te faça melhorar já que tem consciência do quanto errou. Não dá pra te perdoar, não agora, não assim onde meus sentimentos estão jogados no chão de um vazio qualquer.

Porque agiu dessa maneira? Porque me deixou tão perto do seu olhar e tão longe de você?
Eu sinto raiva, ódio talvez. Uma mistura com meu amor gigantesco e que vem transformando-se em meu mostro interior.


Não tenho reação alguma. Não consigo, já que o pouco de alegria que eu sentia pela vida, me foi levado... e olhar para dentro vem sendo minha tortura diária. Às vezes acho que nem minha própria vida eu sinto mais.

Procuro a razão, o porque de tanta mentira e não consigo me considerar culpada, álias minha única culpa foi minha própria entrega sem medidas. Vivi esse tempo com você e por você e de repente sou deixada em um canto qualquer, como uma coisa sem importância alguma, fui diminuída a nada.

Sim. Tudo dói aqui, lateja dia a dia. Me castigando, me matando aos poucos. E você aí está, ignorando tudo a sua volta e fazendo de conta que não existi. Saber disso machuca, mas me trás um pouco a sensatez de volta.

Aceito tudo, me desfaço aos poucos de você, mas ter sido enganada na minha própria historia não dá pra fingir que não aconteceu... é como enfrentar o inverno, crente que é verão, não dá pra mudar a situação, não consigo digerir facilmente.

Eu quero de volta meu sorriso, meus sonhos, minha força de vontade e alegria de viver. Por Deus, é tudo que peço a ele.
As poucas forças que ando tendo, estou utilizando para matar você dentro de mim e indiretamente isso vem me afetando a alma.
Creio que tudo vai passar, que tudo isso está para terminar. Estou me limpando gradativamente... uma hora nem mais saberei quem foi você.


Não te desejo absolutamente nada, nem que seja feliz, nem um resto de felicidade qualquer... o que fez a mim, vai voltar, ah isso com certeza... e eu estarei bem longe da sua vida quando isso acontecer, mas você vai se lembrar de mim...
E nessa hora, mesmo que eu não queira, vou sorrir...


Vou estar refeita dessa sujeira toda e em meu próprio caminho.

Adeus,
Janaína

P.s.; Essa carta foi escrita como um adeus a todos meus momentos passados. Aos que estão lendo, queiram sempre um amor maior... gostem apenas do lado bom e não do ruim das pessoas... a descoberta da sinceridade é algo minucioso, o qual requer cautela e necessita de um certo tempo. Eu aprendi isso duramente. Mas tirei a nota máxima. E nunca, nunca guardem o ruim com vocês, joguem no lixo mais próximo e sejamos felizes. Deveria ter ouvido a tal de Jennifer, quando mesmo sem querer me avisou que não valia nada. Foi uma amiga sincera nessa hora, mas o pior cego, é sempre aquele que não quer ver... taí uma lição e nunca vou esquecer.

http://www.youtube.com/watch?v=ee3iuhJaA6A

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